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BY-PRODUCTS OF AVERSIVE CONTROL
Jun 23rd, 2009 by cyclops

Se você é gestor, aproveite esse experimento como uma dica para aumentar o rendimento da sua equipe!

Em uma visão simples, podemos  verificar o poder que o controle aversivo exerce sobre o  comportamento dos organismos.

Consideramos o exemplo de uma história de condicionamento: Você observa que os profissionais que foram demitidos na sua empresa tiveram notas baixas na última avaliação de competência. Na atual avaliação de competência você também recebe notas baixas. Nesse momento o recebimento das notas baixas assume o papel de  um estímulo pré-aversivo para você, produzindo ansiedade e reações emocionais que podem afetar negativamente a produção diária de suas atividades, pois sinaliza uma possibilidade de você ser demitido. Um outro efeito que podemos esperar, de acordo com os resultados do experimento abaixo, é  a ocorrência de respostas irrelevantes que foram associadas aos comportamentos que tivessem uma função de esquiva da possível punição futura (demissão).

Dessa forma,  fique atento os feedbacks negativos e comportamentos aversivos, pois podem gerar esse tipo de comportamento  nos membros da sua equipe.

Neste artigo, Sidman (1958), demonstra simultaneamente as funções de facilitação e supressão do estímulo pré-aversivo em macacos Rhesus. De acordo com experimentos anteriores esperava-se que o comportamento reforçado por comida fosse suprimido, ao mesmo tempo que houvesse um aumento na freqüência de respostas de esquiva. O estudo apresenta 6 experimentos na qual Sidman explora a manipulação das variáveis ao tentar controlar o comportamento dos macacos sob efeito do estímulo pré-aversivo. O resultado mostra que a  conseqüência adicional do controle aversivo produz um engajamento em comportamentos irrelevantes, ou seja, observa-se facilitação nas respostas  reforçadas por alimento (VI) e facilitação nas respostas de esquiva na presença de um estímulo pré-aversivo.

Título: BY – PRODUCTS OF AVERSIVE CONTROL

Autores: Lívia Faggian e Nelson Novaes Neto

PUC-SP

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Qual seria a visão comportamental da depressão?
May 19th, 2009 by cyclops

A depressão resulta basicamente da falta de eventos reforçadores na vida de um indivíduo. Um evento reforçador é aquele que aumenta a probabilidade da resposta que o produziu. Por exemplo, sair de casa para encontrar com amigos é uma resposta que produz possíveis reforçadores como conversar, paquerar, divertir-se. Portanto, se ao sair com amigos a pessoa obtém reforçadores, ela tenderá sair novamente e assim entrará em contato com estes reforçadores. Quanto mais um indivíduo se comportar, maior é a probabilidade de ele obter reforçadores e se sentir bem. Assim como uma baixa freqüência de atividades leva a uma baixa taxa de reforçamento e a pessoa possivelmente se sentirá deprimida. Note que os sentimentos – sentir-se bem ou sentir-se deprimido – são produzidos pelas contingências de reforçamento. São, portanto, produtos e não causas.

No entanto, existem processos que reduzem o valor reforçador dos estímulos disponíveis e também condições de vida que limitam o acesso aos reforçadores aparecendo, então, os sintomas depressivos. Algumas destas condições ambientais que podem desencadear episódios depressivos são:

  • Mudanças drásticas nos esquemas de reforçamento: por exemplo, quando ocorre o fim de um relacionamento. A perda deste companheiro significa que já não há mais oportunidade de emissão de respostas que antes eram reforçadas, bem como reforçadores que eram acessíveis deixam de estar disponíveis. Ou então, no envelhecimento, quando as pessoas perdem habilidades que anteriormente eram usadas para obter reforçadores.
  • Viver em um ambiente excessivamente punitivo ou hostil: se quase toda resposta do indivíduo é punida, ele vai aprender a se comportar para fugir da punição, então, desenvolve-se um amplo repertório de fuga-esquiva, o qual compete com a emissão de resposta positivamente reforçada. Por exemplo, um garoto cujo pai proíbe sua ida a festas. O garoto aprende a fugir de apanhar ou de um castigo não indo a festas, mas também não entra em contato com fontes de reforçadores que a festa proporciona como atenção, diversão e afetos.
  • Excesso de experiências de imprevisibilidade e incontrolabilidade: se uma pessoa passa por uma história de impossibilidade de controle sobre a ocorrência de eventos aversivos ou de inacessibilidade a reforços positivos aprende a ser passiva, emite uma freqüência baixa de respostas e tem pouca sensibilidade ao reforço.

O tratamento comportamental da depressão é feito através de instalação, fortalecimento e manutenção de repertório de comportamentos que produza reforçamento positivo. É preciso identificar quais são os déficits comportamentais do indivíduo que o levam à falta de reforçadores e ajudá-lo a desenvolver o repertório adequado e variado para suprir esta ausência. Se o caso for grave, ou seja, se o sintomas levam o deprimido a não sair da cama, a não se relacionar socialmente, a não se alimentar de modo adequado, o processo terapêutico pode exigir intervenções mais complexas, tais como atendimento domiciliar, orientação sistemática para a família, contato contínuo com o cliente etc. então deve ser iniciado, além da terapia, um tratamento medicamentoso a partir de orientações de um psiquiatra.

A depressão pode ocorrer num organismo não intacto, ou seja, em pessoas com perturbações neurofisiológicas, problemas hepáticos, tumores, alterações endócrinas etc. Esta possibilidade deve ser considerada desde o início e recomenda-se uma avaliação médica antes de se atribui ao quadro depressivo uma determinação exclusivamente ambiental ou ligada à história de contingências da pessoa. O tratamento, em tais circunstâncias, deve envolver o trabalho integrado entre psicólogo e médico.

Fonte: http://www.terapiaporcontingencias.com.br

Autor: Ana Paula Gouveia Denipote

ITCR Campinas

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O que está errado com a vida cotidiana no mundo Ocidental?
Apr 18th, 2009 by cyclops

B. F. SKINNER

“Existem muitas coisas erradas com o mundo hoje, mas elas não perturbam a todos. Superpopulação, esgotamento e poluição do meio ambiente, e até mesmo a possibilidade de uma guerra nuclear são freqüentemente desconsiderados como sendo assuntos de um futuro razoavelmente distante. Pobreza, doença e violência são problemas atuais, mas não para todos. Muitos daqueles que vivem nas democracias ocidentais desfrutam de um grau razoável de fartura, liberdade e segurança. Mas eles têm o seu próprio problema. Apesar de seus privilégios, muitos estão aborrecidos, inquietos ou deprimidos. Não estão desfrutando suas vidas. Não gostam daquilo que fazem; não fazem aquilo que gostam. Numa palavra, estão infelizes. Esse não é o mais sério problema no mundo, mas se poderia dizer que é premente. Algo semelhante ao estilo de vida atual no Ocidente é aquilo que a maioria das pessoas almeja desfrutar após ter resolvido seus outros problemas.

Não existiria alguma coisa mais promissora para o futuro da espécie?….”

Vale leitura completa (download): o que está errado com a vida cotidiana do Ocidente?

Fonte: Instituto de Análise Aplicada de Comportamento - http://www.iaac.com.br/

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Psicologia do Esporte (PESP)
Apr 13th, 2009 by cyclops

“Pode-se dizer que a aproximação entre a análise do comportamento e o esporte pode ter sido facilitada por alguns fatores relacionados à semelhanças tanto na mensuração como na manipulação de comportamentos. Como se a folha de registro do analista do comportamento estivesse para o scout utilizado pelo técnico para avaliar o desempenho de seus atletas.”
Cillo, 2002

Título: Psicologia do Esporte

Autor: Alexandre J. Bernardo
Mestrando em Psicologia Experimental: Ánalise do Comportamento (PUC/SP)
Psicólogo & Bacharel em Psicologia (UFJF)
Professor do Curso de Psicologia & Gestão Comercial (UNILAVRAS)
Psicólogo – Recursos Humanos – UNILAVRAS
Consultor em Psicologia Esportiva – Cooperativa do Fitness

PUC-SP – História da Análise do Comportamento

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Reflexão Psicológica
Mar 11th, 2009 by cyclops

A opção é clara: ou não fazemos nada e admitimos que um futuro miserável, e provavelmente catastrófico, nos surpreenda, ou empregamos o nosso conhecimento sobre o comportamento humano para criar um ambiente social onde levaremos vidas produtivas e criativas, sem com isso comprometer as possibilidades daqueles que nos seguirão, para que eles possam fazer o mesmo. B. F. SKINNER”

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