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Neto, N. N. (2011). The Internet as an experimental laboratory for behavior analysis.
Oct 20th, 2011 by cyclops

 ”The care with online privacy is a matter of social responsibility.”  (Novaes Neto, 2011)

Neto, N. N. (2011). The Internet as an experimental laboratory for behavior analysis. Master’s Thesis Postgraduate Program of Studies in Experimental Psychology: Behavior Analysis. 88 p. PUC-SP.

Thesis Advisor: Sergio Vasconcelos de Luna

Line of Research: Basic Processes in Behavior Analysis

ABSTRACT

The present research had as primary goals: 1) To present a proposal for experimental procedure involving the use of the Internet as a laboratory for analysis of human behavior. 2) To use an online chat environment  in order to assess whether users’ behavior of switching between chat rooms in a chat service can be influenced by the introduction or removal of a stimulus (CAPTCHA). A total of 700 users participated in an experimental design (three phases) to verify whether the manipulation of the CAPTCHA stimulus in stages 2 and 3 would affect users’ behavior as they enter the chat rooms. Two measures were employed to measure behavioral changes: a) number of times each user entered a chat room; and b) amount of time daily spent in the chat rooms for each user. It was hypothesised that for a considerable number of users, the removal of the CAPTCHA would increase the chances of switching to another chat room because of the elimination of the nuisance of answering the test. The results indicated that the pattern of behavior of users who entered the chat rooms was influenced by the effect of the manipulation of the CAPTCHA variable. However, the results were not significant enough to confirm the hypothesis. The measures employed to assess behavior changes were shown to be statistically significant when the CAPTCHA variable was reintroduced (Phase 3) to the participants after a 15-day period without the presence of the independent variable (Phase 2). This effect has shown that the reintroduction of CAPTCHA to the chain of gaining access to the room has significantly affected the behavioral pattern of the users group, as compared to the previous stages, indicating that the process of reintroducing VI had, in part, aversive properties. All the same, it is important to consider that it has not been possible to determine whether this effect was caused by the influence of the CAPTCHA stimulus or by the simple change of environment with the inclusion of another component and condition in the chain of gaining access to the room. Since more and more people are increasingly using the Internet, the study of this environment can make a strong contribution to the science of behavior analysis.

Key words: CAPTCHA, social network, aversive stimulus, online privacy, chat.

 

Presentation (portuguese)

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Reflexão: Quando um estímulo é aversivo?
May 18th, 2010 by cyclops

Título: Reflexão: Quando um estímulo é aversivo?

Autor: Nelson Novaes Neto

Ano: 2010

PUC-SP – Psicologia Experimental: Análise do Comportamento

Sidman(1995) descreve que um estímulo somente pode ser classificado como aversivo se a sua apresentação for seguida por uma resposta de evitação, esquiva ou fuga, podendo-se dizer que o organismo está sob o controle do reforçamento negativo, que por seu efeito aumenta a probabilidade dessas ações às quais seguiram. Catania (1999) corrobora que um estímulo aversivo é um reforçador negativo ou um “…estímulo punitivo, ou que suprime o comportamento operante positivamente reforçado durante outro estímulo que o precede.”, ou seja, para que um estímulo possa ser considerado como aversivo é necessário que exista, em primeiro lugar, uma relação entre o responder e a consequência, então a apresentação de um estímulo aversivo pode tornar o responder menos provável ou tornar com que a resposta de remoção seja reforçada.

Na minha opinião, apenas com essas duas definições não é possível classificar de imediato se um estímulo é aversivo sem antes analisar o contexto em que o estímulo e sujeito estão expostos, pois segundo Perone (2003), a aversividade de um estímulo não pode ser separada das contingências ambientais e ela não é uma propriedade inerente do estímulo, mas depende criticamente do contexto ambiental para o estímulo e não pode ser mensurada a parte dos efeitos do estímulo sobre o comportamento. Por exemplo, a aplicação de um choque de determinada amperagem, voltagem e período em um ser humano pode trazer um efeito positivo para a recuperação de lesões musculares, porém a aplicação de um choque com uma alta amperagem e voltagem poderá tornar o choque aversivo.

Seguindo com um outro exemplo hipotético, para um sujeito que está sob privação e seu responder passa a ser mantido sob esquema de reforçamento positivo (comida), provavelmente, o responder apresentará um aumento na taxa das respostas reforçadas e ,consequentemente, uma diminuição do responder conforme a saciação do sujeito. A partir do momento que o estímulo reforçador, comida, não exerce mais controle sobre o responder , o estímulo que era reforçador pode se tornar aversivo e produzir respostas de fuga ou esquiva, reforçamento negativo. Neste exemplo, um estímulo que era reforçador passou a exercer uma condição aversiva decorrente do contexto ambiental, não porque o estímulo comida era um estimulo aversivo, mas porque os estímulos podem ou não ser aversivos dependendo do contexto em que o sujeito e os estímulos se relacionam (Hineline, 1984).

Para um comportamento de fumar é difícil identificar qualquer propriedade aversiva como consequência direta da resposta de fumar. O fumar pode exercer, imediatamente, um efeito reforçador positivo ou negativo para o sujeito, mas com o passar dos anos os efeitos aversivos do fumar tende a ser consequenciado com muito atraso, tornando quaisquer respostas de fuga ou esquiva ineficientes para os efeitos aversivos do fumar.

Uma das importantes consequências do comportamento social é classificar e informar a sociedade sobre os efeitos aversivos do fumar, pois um único indivíduo do grupo pode se apropriar dos avisos de alerta ou participar de ações contra o fumo e, partir deste momento, emitir respostas de fuga e esquiva que venham minimizar a probabilidade da respostas de fumar, não dependendo apenas das conseqüências prejudiciais da sua própria respostas de fumar.

Conforme os exemplos, dependendo do contexto, uma situação pode ser considerada aversiva independentemente das propriedades inerentes de um determinado estímulo, e por consequência pode condicionar determinados estímulos que faziam parte da contingência, tornando-os estímulos aversivos condicionados, que podem exercer controle discriminativo para respostas de fuga ou esquiva da situação aversiva.

Desta forma, considero que a classificação de um estímulo aversivo depende do contexto da operação e da relação entre a resposta e a consequência em que o sujeito e os estímulos estão expostos, e assim pode-se verificar se a apresentação dessa situação é seguida por uma resposta de evitação, esquiva ou fuga.

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